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Um breve questionamento que tive indo da Consolação ao Santa Cruz. Escrito no celular a caminho do escritório.


O recheio

Anos 90, era de ouro da tecnologia, desenvolvimento era para pouquíssimos gênios.  Devido a isso, o grande diferencial para as novas startups da época era o código. O recheio do bolo era o que mais importava. O resto era dispensável. A fórmula do sucesso era um bom desenvolvedor aliado a um produto inovador e útil ao usuário.

Mas os tempos mudaram. E com a democratização da informação e criação de ferramentas que auxiliam o desenvolvimento, ele virou via de regra. Não era mais um diferencial tão expressivo quanto antes. De 2005 pra cá, os consumidores pararam de ligar tanto para o software e passaram a dar mais atenção ao design. Esse era o novo diferencial da época.


A cobertura

Agora o que realmente importava era a cobertura do bolo. Recheio era obrigatório.

Não estou falando que código não é importante para o crescimento de uma startup de tecnologia. Só estou falando que você provavelmente não usaria um aplicativo sem um bom design hoje em dia. Pelo menos não confiaria tanto nele. Verdade ou não?

Mas assim como o código, o design também foi democratizado. Agora toda nova startup possui meios para estruturar uma plataforma esteticamente bonita. Seja por meio de freelancers, verticalização ou plataformas online como o BossaBox. Design deixou de ser diferencial e passou a ser essencial.


O caminhão

Ok. Recheio e cobertura agora são essenciais. O que sobrou?

A forma como ele chega até você.

Agora, meu caro leitor, o novo diferencial é marketing. “QUE?!”. Isso mesmo, marketing.

Felizmente, chegamos em um nível de competitividade tão alto que ter um bom produto com um design elegante simplesmente não basta.

Consumimos informação em maior quantidade e em maior frequência. Toda hora somos atingidos por algum tipo de publicidade. Mas ao mesmo tempo, não absorvemos muito daquilo que nos é apresentado. Não que o produto seja ruim, ou feio, ou inútil. Mas é que é tanta coisa que estamos anestesiados à novas informações. É tanta água que a esponja nem absorve mais.

E é ai que entra aquela história de que o marketing é o mais novo diferencial para as startups. Seu produto pode ser perfeito. Mas se ele não tiver uma boa estratégia de distribuição que atinja seus consumidores potenciais de maneira criativa, ele tem grandes chances de não vingar.

Ele deve ser segmentado, posicionado e acompanhado de uma história única e interessante para o seu público-alvo. Hoje, consumimos muita mais os aspectos subjetivos de um produto do que os funcionais, até mesmo no universo das startups. Ora, pense no Uber e no Cabify, o maior diferencial entre os dois não são as suas funcionalidades e nem a base de motoristas, mas sim a marca por trás do app.

Está cada vez mais difícil de se impressionar o cliente. Busque sempre um equilíbrio entre os três pilares, mas de maneira alguma deixe de lado o marketing porque acha que é desnecessário ou enganação ou  “desperdício” de recursos. Seu produto é inútil sem uma boa distribuição por trás e sua marca é seu ativo mais precioso, não deixe ela de lado.


 

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