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Introdução

No mundo contemporâneo, tudo gera dado, e eles podem ser difíceis de administrar ou de entender. No fim, eles podem acabar se acumulando e afastando a equipe de realmente utilizá-los, mas o sétimo dia do Product Camp veio para mostrar o que os dados podem fazer por você. Aqui, você vai aprender por onde começar, e como utilizá-los para gerar melhores resultados.

Data-driven: por onde começar?

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Para responder à pergunta de por que usar dados, Zalan Lima, Lead de Data Analytics do QuintoAndar, afirma que eles aumentam 23x a aquisição de novos clientes e 9x a retenção de clientes. Os números são surpreendentes em um primeiro momento, mas, antes, vamos considerar o que os dados podem fazer pela gente.

Você já ouviu falar de segmentação de público? 

Para evitar que a sua empresa gaste dinheiro com clientes que não converteriam em vendas para você, as ferramentas de Analytics conseguem filtrar usuários digitais pelos mais diversos parâmetros. Você prefere alcançar quem mora perto do seu negócio? O gênero do cliente relevante para o produto? Alguma faixa etária têm mais probabilidade de comprá-lo? Todos esses insights podem impulsionar sua busca por leads. E como chegar a eles? Dados. 

Toda empresa precisa ser Data-Driven

Diante de um contexto de transformação digital, conseguir dados é cada vez mais simples e automatizado. No mundo contemporâneo, tudo gera dado, e olhar para eles com mais carinho pode impulsionar significativamente o seu negócio. Para Zalan, data-driven = crescimento (ou growth).

Mas quais são os desafios das empresas que não são Data-Driven?

Mesmo alguma empresa se esforçando ao máximo para alcançar seus resultados, práticas como áreas focadas em seu próprio resultado ou mudanças baseadas em achismo podem impactar negativamente os seus esforços. Também, Zalan trás o conceito de Cultural Lag, ou atraso cultural, que implica que nem todo mundo tem familiaridade com os avanços tecnológicos. Como conseguir transformar a cultura de sua empresa, você pergunta? Com cinco passos.

Primeiro: Menos é mais.

É preciso construir uma Cultura de Dados dia após dia. Lembre-se que as análises e dados têm muito valor para a empresa. Comece a procurar por aliados na empresa.

Segundo: Metric owners.

Não pergunte aos dados o que eles podem fazer por você. Mantenha seus objetivos em mente para encontrar as respostas certas.

Terceiro: Evidenciando Causa e Efeito.

Todo mundo da sua equipe entende o impacto dos resultados do seu trabalho? Todas as áreas compreendem seu impacto na empresa? Esse pode ser um ponto importante.

Quarto: Facilitando o Acesso

Centralize dashboards e análises em um único lugar. O acesso aos dados precisa ser simples. Também, incentive e agradeça a colaboração.

Quinto: Números fazendo parte da comunicação

Procure inserir dados, análises ou números no dia a dia de como a empresa se comunica. Um único dado pode sintetizar uma ideia muito mais complexa, explore-os.

Não exagere, não exclua ninguém, e não se limite a formatos.

A curiosidade e o fomento de performance e inovação

3 minutos de leitura

A inspiradora talk de Bernard de Luna, da Liferay Cloud Inc. relaciona a Data Curiosity com novas ideias para equipes e organizações. Sobre curiosidade: 92% dos 3.000 dos entrevistados de Harvard Business viram a curiosidade como um catalisador para a satisfação no trabalho, motivação, inovação e alto desempenho. Muitas pessoas influentes afirmam que é a curiosidade que move o mundo.

Mas o que é essa curiosidade?

Podemos defini-la como a capacidade de encontrar, compreender, usar e comunicar dados de forma eficaz. O ato de investigar mais sobre algo, fazer mais perguntas, buscar todas as análises e confrontos para gerar um insight é o que faz toda a diferença. Assim, podemos relacionar essa curiosidade com maior autonomia e performance.

O que um dado pode te ensinar?

É importante compreender os dados como tridimensionais. Cada um pode ter diversas abordagens para que seja interpretado corretamente, e é aqui que entra a curiosidade. Perguntas como “como?” e “por quê?” podem te levar à um insight completamente novo.

Quais são as minhas opções?

Para coletar seus dados, você pode realizar uma pesquisa, observar dados comportamentais, ou realizar entrevistas, por exemplo. Tudo depende da sua estratégia e do que você está buscando.

Dados quantitativos são melhores do que qualitativos?

De forma alguma! Apesar de dados quantitativos serem os preferidos de pessoas com perfis analíticos, dados qualitativos podem complementá-los e atribuir um novo significado que te ajude com a sua busca. Temos aqui um “o quê” e um “porquê”. Também, Bernard sugere definir um critério quantitativo de sucesso, e um qualitativo caso o produto não alcança a média esperada.

Tudo se resume a como o cliente vê seu produto

Todas essas pesquisas respondem a mesma pergunta: como o cliente vê o meu produto? Para isso, será preciso coletar dados distintos, relacioná-los, analisá-los por outro ângulo e estar disposto a refazer isso tudo, mas Bernard garante que vale a pena.

Dados e métricas para líderes de produto

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Como seus líderes enxergam/lideram a área de produto? E como você a enxerga? Pensando em um contexto pautado em dados e métricas, a área de produto é uma das que melhor pode aproveitá-los. E, para isso, Pedro Galoppini da Involves fez uma talk específica para as Pessoas de Produto.

Pedro trouxe em algumas métricas que podem ajudar PMs à aproveitar melhor os dados, envolvendo a saúde do produto, a produtividade do time e da operação, e os objetivos da empresa e produto.

Saúde do produto

Métricas como NPS, Health Score, North Stars ou métricas de engajamento específicas podem te fornecer informações do desempenho de seu produto. Com destaque para o NPS, que já é coletado por muitas empresas mas não é tão analisado, ele pode ser uma solução simples (e na gaveta) para entender melhor seus clientes. Se você pensar em segmentá-lo para perfis de usuários ou funcionalidades do produto, a riqueza dos dados é muito maior. Também, não deixe de compartilhar os insights com o seu time.


Produtividade

Uma métrica chamada Value Throughput consegue monitorar as mudanças entre versões de seu produto, e te ajudar a escolher no que vale mais tempo investir tempo. Também, pense em cruzar a informação do número de funcionários nos times com a métrica. Será que a produtividade está aumentando?

Objetivos de produto

As OKRs são super populares entre as empresas e podem ser uma ferramenta valiosa para compreender o progresso da sua empresa em alcançar seus objetivos. Pedro sugeriu checkpoints semanais como forma de enriquecer os dados e auxiliar na tomada de decisão. Também, não deixe de cruzar os dados para ter uma visão holística do negócio.

Q&A: Métricas para empresas internacionais

Ao fim da talk, Eduardo Carvalho pergunta: “Pedro, clientes de países diferentes se comportam de forma diferente. Como vocês fazem para entender as dores distintas de cada país? Vocês fazem quebra de NPS por país? Como vocês fazem para monitorar essa diferença no dia a dia? 

Retomando o assunto do Product Camp de ontem, Pedro traz aqui a ideia de métricas que podem ser segmentadas por país ou região. Apesar do comportamento dos consumidores ser distinto em cada localidade, é possível olhar para elas individualmente. Também, o ideal seria ter um time de Produto focado em cada país.

Por fim, não esqueça as informações qualitativas

Talvez o valor entregue não seja plenamente mensurável através dos dados quantitativos. Para se ter uma visão 360º dos times, de sua produtividade de das operações, se apoie nos dados relevantes que você conseguir encontrar. Variedade e adaptabilidade são super importantes por aqui.

Foco no usuário também significa foco em seus Direitos Humanos

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Grace Kwak Danciu, PM do Google em Zurich há 16 anos, apresentou um Keynote maravilhoso sobre a responsabilidade de cada PM com os Direitos Humanos de cada cliente da sua empresa. 

Você pensa frequentemente sobre privacidade ou liberdade de expressão?

Product Managers frequentemente tomam decisões que podem ter impactos nos Direitos Humanos de usuários, mas esse não é um assunto frequentemente discutido. Como seres humanos, temos o dever de proteger e respeitar os Direitos uns dos outros, especialmente quando trabalhamos com tantas tomadas de decisões.

Mas como posso impactar o Direito à moradia, por exemplo?

Entre trinta Direitos Humanos com suas próprias implicações e significados, alguns são mais próximos de um Product Manager, como: Direito à Privacidade, Liberdade de expressão, Direito à vida, à liberdade e a segurança e, por fim, Direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação. 

Seu produto deve pensar em Direitos Humanos desde o primeiro instante. Quais serão as políticas dele? Ele coleta dados dos usuários? Pode ser utilizado por todos? É importante pensar em todas as implicações de seu produto antes de lançá-lo.

Direito à privacidade

Grace traz na talk do Product Camp a ideia de que privacidade é considerada essencial para o desenvolvimento de uma personalidade humana. Aqui, a ideia serve para exemplificar o impacto que os Direitos podem ter na vida das pessoas. Não estamos pensando aqui em uma lista de tarefas para Product Managers, mas sim seu impacto na vida de pessoas reais.

Direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação

Esse Direito foi um dos mais tocantes da talk. A inacessibilidade nos serviços e produtos que criamos é um assunto bem mais discutido, mas esquecemos de mencionar que a acessibilidade é um Direito Humano. Algumas pessoas não têm acesso à Internet, uma fonte de energia estável ou um bom dispositivo eletrônico, e é esperado que o produto leve em consideração essas limitações.

O que você pode fazer enquanto Gerente de Produto

A conscientização sobre o assunto é essencial. Se algum Direito te interessar mais do que outros, Grace recomenda que você aprenda mais sobre o assunto. Algumas vezes a decisão pode ser difícil ou pouco óbvia, mas conversar com especialistas da área pode oferecer novos insights. 

Por fim, leve em conta os Direitos Humanos em seus produtos, e seu impacto potencial em diferentes audiências, e comece desde o primeiro dia de ideação do produto. Essa decisão não acontece sem um trade-off, mas é de suma importância.

Seu produto deve ser focado no usuário, o que significa em seus Direitos também.