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Introdução

Muito se fala sobre os produtos que alcançam os clientes de uma empresa, mas existem outros stakeholders que devem ser considerados, como o público interno ou mercados internacionais. Será que a empresa consegue oferecer produtos que façam sentido para diferentes públicos? O sexto dia do Product Camp é imperdível para profissionais que busquem novas perspectivas e soluções.

Seu produto é escalável para outras partes do mundo?

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Se a sua empresa busca alcançar os instigantes mercados internacionais, o talk da Malu Cantadori, Product Manager na Stripe, é imperdível. Aqui, a globalização é pensada no dia 1 do produto, e deve fazer parte da própria narrativa da empresa. Se você quer descobrir por onde começar, a Malu pensou em um guia para você.

Como se conectar com clientes de outros países?

A resposta curta é simples: Entenda o nível da personalização que você precisa.  Mas é a resposta completa que vai te guiar melhor nessa jornada:

Etapa 0: Seu produto deve ser pensado internacionalmente. Seu software é configurável para diferentes geografias? Seu código suporta diferentes alfabetos? Até mesmo os escritos da direita para a esquerda? Se sim, ótimo. 

Etapa 1: Com o software pronto, sua interface deve ser pensada no consumidor. As programações de data e hora, moeda e interface fazem sentido? Ele pode ser utilizado por pessoas em diferentes culturas? Sim? Pode seguir. 

Etapa 3: Chegamos na parte de customização mais robusta. Como manter uma comunicação personalizada com um consumidor em outra localidade? Como tornar esse produto extremamente localizado, mesmo não sendo? Aqui, você vai precisar mergulhar na cultura desse consumidor. Na verdade, melhor pensar nisso como o Passo -1: Cultura e contexto afetam todo o resto. 

Todo o universo de produtos e funcionalidades são específicas do seu mercado

Cultura move tudo: a forma como trabalhamos, como consumimos, como nos comportamos. Você conhece o comportamento do usuário no mercado que você busca alcançar? Porque, afinal, seu processo de personalização do produto depende disso.

Colaboração é chave

Será que você consegue encontrar algo em comum com necessidades e demandas de outros mercados ou outros produtos? Pense fora do local. O que sua lista de potenciais países têm em comum? Pensar em sobreposições pode ser a solução para entrar nesse novo mercado.

Olhar para esse mercado internacional também pode significar olhar para seus concorrentes. A concorrência pode servir para apontar o que os usuários estão procurando, mesmo que suas estratégias sejam distintas. Mantenha em seu radar.

Mas a internacionalização não pode começar do nada!

A ideia de que os produtos da empresa podem ser escaláveis para outros mercados necessita de uma narrativa para sustentá-la. E não se cria narrativa de um dia para o outro. É preciso ter um discurso constante de produtos focados no cliente (de qualquer localidade). A internacionalização precisa fazer parte da estratégia da empresa e de toda a sua comunicação, para que realmente funcione.

Garanta que a internacionalização seja um elemento-chave da sua empresa, e que toda seu produto é personalizado para seu cliente. Pensando em tudo isso, finalmente, seu produto poderá ser escalável para outras partes do mundo. 

Reaprendendo a ser uma Product Manager na China

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O job description é o mesmo, mas mudar para o outro lado do mundo pode afetar os mais inesperados aspectos das nossas vidas. Com a talk da Karyn Serratine, gerente de produto na Didi, aprendemos que a cultura pode ter uma força muito maior do que imaginamos, até mesmo na forma como desempenhamos as funções de Pessoa de Produto. 

Contrariando o que discutimos em todo o Product Camp, nem todos os times precisam participar do processo de Discovery

Na verdade, alguns times podem participar do projeto apenas para realizar suas funções designadas, como um UX Designer que aparece apenas depois da ideação, e tudo funciona! A Karyn traz esse cenário para explicar que nem sempre essa colaboração entre times é necessária desde o início. Em uma cultura diferente, é possível ter um sistema em que cada time desempenhe sua função separadamente e que tudo flua bem. Quase utópico, né? Mas é realidade.

Então, como ter um negócio de sucesso em outro mercado?

As empresas com melhores resultados são as que se alinham à cultura local. Assim, as suas metodologias, forma de se comunicar e seu processo devem se adequar à este novo ambiente. Quando um produto é produzido em um lugar e consumido em outro, que é o caso da Didi com a 99 no Brasil, é preciso levar em consideração todas as culturas envolvidas.

Na China, muito se aprende olhando a concorrência

Outro aspecto que pode ajudar nesse novo processo é acompanhar os lançamentos da concorrência. Pensando que a China começou a se desenvolver olhando para o mercado de fora, essa abordagem é histórica e faz todo o sentido. Não se trata de copiar o que outras empresas estão fazendo, e sim aprender com a inovação de outras empresas.

O objetivo principal é fazer com que os usuários encontrem o que eles estão procurando, certo? 

Mesmo se tratando de um produto ou um serviço, o objetivo é o mesmo. Então, a imersão nos hábitos e na cultura desse cliente deve ser o que guia todo o seu processo. Pensando bem, toda a sua empresa.

Compreensão e empatia são o segredo de um produto pensado internacionalmente

Nesse caso, a China não funciona igual ao resto do mundo, e a Karyn apresentou o seu processo de aprendizado com esse desafio. Amanhã, pode ser você. Esperamos que você se sinta mais preparado para começar.

Produtos internos como forma de otimização de performance

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A talk de Fernanda Sozinho, da Hotmart, já começa com uma provocação: Por que falar de produtos internos e como isso começou? Seu questionamento é decorrente de um longo processo de crescimento de empresa, no qual os sistemas operacionais não cresceram junto com a operação.

Frequentemente as ferramentas não são planejadas para cada empresa

Apesar de muitas das ferramentas de trabalho atuais serem customizáveis, a ferramenta que melhor compreende seu modelo de trabalho é uma que tenha sido feita para ele, claro. Existe aqui uma oportunidade de enxergar esse sistema como produto e gerenciá-lo assim.

Produtos internos oferecem eficiência operacional, automação de processos e escalabilidade

Parece ótimo, né? Fernanda consegue mostrar que ainda existe muito potencial dentro de uma empresa, e nos ensina a como aproveitá-lo.

Primeiro: Começamos com os processos de Discovery. Neste momento, diferentes perspectivas podem se unir para pensar em como o produto poderia otimizar seu dia a dia. O foco aqui é na construção de uma arquitetura de informação que funcione.

Segundo: Partimos para as entrevistas com usuários. Ninguém melhor para te ajudar a como construir esse produto do que o próprio usuário. Aqui, aprendemos sobre sua usabilidade e sobre o cotidiano de seu time.

Terceiro: Realizamos um Design Sprint, que nada mais seria do que decisões rápidas de forma colaborativa. Todos os passos se complementam para que o produto final os atenda da melhor forma possível.

Não precisamos nos acostumar com experiências ruins

O principal ensinamento da Fernanda é que não podemos ter medo de mudança. Alguns processos podem ser automatizados se estivermos abertos a produzir algo em conjunto. Colaboração, aqui, é o que permite que todo esse processo funcione. Nada seria melhor do que algo criado dentro de casa e, de quebra, otimizamos a experiência desses usuários.

Quando os sistemas são otimizados, as pessoas conseguem se concentrar no que fazem de melhor

É preciso carinho para olhar para os produtos internos, mesmo que outras ferramentas já realizem funções semelhantes. Estamos tratando aqui de desenvolvimento de pessoas, muito mais do que de interfaces. Como será que você consegue otimizar seu modelo de trabalho, sem abrir mão de performance?

Como criar um Produto Interno efetivo: Case da Ambev Tech

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O case trazido por Andressa Schiessl da Ambev Tech é perfeito para ilustrar como funciona o processo de desenvolvimento de um Produto Interno e quais são seus desafios. 

Os estudos se iniciam com Shadowing

A observação de forma pouco intrusiva ajuda o time de produto a entender o fluxo de trabalho de seu público e a coletar informações qualitativas. É uma alternativa rápida e barata, e permite a segmentação de seu público entre diferentes perfis, que utilizariam seu produto de diferentes formas.

Pense em como seria a forma desse produto. Ele resolve os seus problemas?

A maior preocupação neste processo é de que a solução funcione de forma eficiente, certo? Para isso, a tecnologia criada deve ser um meio, não um fim. É preciso criar uma plataforma que realmente atenda às necessidades do seu público interno.

É preciso focar em um único problema para resolver

Algumas soluções são mais problemas disfarçados. Para evitar isso, mantenha seu foco no principal problema encontrado. Quanto mais dados se conseguir sobre o problema, mais os experimentos avançam para alcançar uma solução. 

Para garantir que seus esforços estejam sendo eficazes, você pode recorrer a métricas como OKRs do produto e KPIs da sua empresa. Para isso, suas metas devem ser realistas e mensuráveis.

Agora, é preciso experimentar

Para testar suas hipóteses e recolher dados relevantes, o próximo passo a ser dado é o da experimentação. É importante que elas alcancem a todos, mesmo que em experimentos diferentes. Invista em dinâmicas em que você possa conhecer melhor seu público e suas dificuldades. O que eles entendem que solucionaria sua dor?

O rascunho já foi feito? Agora, ele precisa de uma defesa

Como disse a Andressa, um Minimum Viable Product (MVP) sem um business case, métricas e um bom pitch não é suficiente. Para que seu produto seja aprovado, você vai precisar saber vendê-lo. O que ele tem de especial? É escalável para outras unidades? Ele entrega valor para seu time?

No fim, se o seu processo for aprovado, revise esse processo mais uma vez. Se for aprovado, também. Excelência vem de repetição, e devemos estar sempre abertos para melhorias. Se precisar de ajuda, recorra para seu time.